Os preços de comercialização da batata e do tomate recuaram com força nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em julho.

Na média ponderada acompanhada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a batata caiu 37,33%, enquanto o tomate ficou 39% mais barato na comparação mensal.

O movimento foi provocado principalmente pelo aumento da oferta, favorecido pela safra de inverno.

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Preço dos alimentos: quanto a batata ficou mais barata nas Ceasas?

A batata registrou preço médio de comercialização de R$ 2,97 por quilo em julho.

A redução apareceu em nove das Ceasas analisadas e foi especialmente forte em Fortaleza, Vitória e Recife.

Nessas praças, as quedas chegaram a 48,68%, 44,48% e 43,52%, respectivamente.

O resultado acompanha a intensificação da safra de inverno.

Com mais produto chegando aos entrepostos, compradores atacadistas passaram a encontrar maior disponibilidade, o que aumentou a pressão sobre as cotações.

Para o consumidor, porém, a queda no atacado não significa redução automática e imediata no preço do supermercado ou da feira.

Isso porque, já que transporte, perdas, margem e condições regionais também entram no valor final.

Produto Variação em julho Destaque
Batata -37,33% R$ 2,97/kg
Tomate -39% Oferta +19,3%
Cenoura -29% Oferta +9,6%

Por que o tomate caiu 39% em julho?

No caso do tomate, a oferta alcançou o maior nível do ano e ficou 19,3% acima de junho.

A maior presença do produto nos entrepostos ajudou a prolongar o movimento de queda observado no mês anterior.

Vitória teve redução de 55,16%, enquanto Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Campinas também registraram recuos superiores a 40%.

A cenoura seguiu direção semelhante.

Depois de preços mais firmes no primeiro semestre, a oferta cresceu 9,6% em julho e a média das cotações recuou 29%.

A maior disponibilidade da safra também pesou sobre o valor negociado em diferentes Ceasas.

A queda pode aparecer no bolso do consumidor?

O recuo no atacado cria espaço para preços menores ao consumidor, especialmente quando a oferta segue elevada por mais tempo.

Ainda assim, o efeito não ocorre na mesma velocidade em todas as cidades.

Mercados e feiras trabalham com estoques, custos logísticos e fornecedores diferentes, o que pode atrasar ou reduzir o repasse.

O cenário geral, contudo, indica alívio na origem para alimentos de forte presença na mesa brasileira.

O volume total de hortaliças comercializado nas Ceasas cresceu 11,1% em julho sobre junho.

Para famílias que acompanham o orçamento doméstico, vale comparar preços entre estabelecimentos e observar se a maior oferta começa a aparecer nas promoções locais.

Além das hortaliças, a Conab identificou quedas em frutas como maçã, laranja e banana.

Já mamão e melancia tiveram alta, mostrando que o comportamento dos alimentos continua desigual e depende do ritmo de colheita, clima, oferta regional e demanda de cada produto.

Outro ponto importante é que o levantamento mede valores praticados no atacado e serve como sinal para a cadeia de abastecimento.

Quando a queda se mantém por mais de um mês, varejistas podem renovar estoques a custos menores.

Mesmo assim, promoções e repasses dependem da dinâmica de cada região.

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Fonte: fdr.com.br