Os consumidores residenciais atendidos pela Energisa Paraíba terão reajuste de 4,81% na tarifa de energia a partir de sexta-feira, 28 de agosto de 2026.

A distribuidora atende aproximadamente 1,94 milhão de unidades consumidoras no estado.

O aumento foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) no reajuste tarifário anual da concessionária.

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O percentual de 4,81% vale para a classe residencial B1, enquanto outros grupos terão índices diferentes.

Quanto a conta de luz sobe para cada grupo?

Para os consumidores residenciais, o índice aprovado é de 4,81%.

Na baixa tensão, que inclui residências, pequenos comércios e outras unidades, o reajuste médio ficou em 4,85%.

Já a alta tensão terá aumento médio maior.

  • Residencial B1: 4,81%;
  • Baixa tensão, em média: 4,85%;
  • Alta tensão, em média: 9,71%;
  • Efeito médio para o consumidor: 5,74%.

Isso significa que o impacto não será igual para todos os clientes da distribuidora.

O grupo tarifário, o nível de tensão e o consumo registrado em cada imóvel influenciam o valor final da fatura.

Por que a tarifa da Energisa Paraíba aumentou?

Segundo a ANEEL, entre os fatores que mais pesaram no cálculo estão os custos de transmissão e distribuição de energia, além de componentes financeiros considerados no processo tarifário.

A Agência também citou a antecipação de recursos de UBP, o Uso do Bem Público, destinada à modicidade tarifária.

Esses elementos entram na metodologia regulatória que define os valores que podem ser cobrados pela concessionária.

Quando o reajuste começa a aparecer na conta de luz?

As novas tarifas entram em vigor em 28 de agosto.

Como o faturamento depende do ciclo de leitura de cada unidade consumidora, a primeira conta atingida pela mudança pode refletir o reajuste apenas em parte do período.

Nos ciclos seguintes, a nova tarifa passa a compor integralmente o cálculo.

Para entender o impacto no orçamento, o consumidor deve comparar não apenas o total pago em reais, mas também a quantidade de energia consumida em kWh.

A fatura vai subir exatamente 4,81%?

Não necessariamente. O percentual de 4,81% se refere à tarifa da classe residencial B1, mas a conta de luz reúne outros componentes, como:

  • tributos, contribuição de iluminação pública e bandeira tarifária quando aplicável.

Em agosto, a bandeira tarifária está amarela, com cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Por isso, o valor final pode variar conforme o consumo e os demais itens que formam a fatura, mesmo entre clientes residenciais.

Se o consumo aumentar no mesmo período, a diferença em reais poderá superar o reajuste tarifário isolado.

Já uma redução no uso de energia pode amenizar o impacto, mesmo com a tarifa por kWh mais alta.

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Fonte: fdr.com.br