Quem vive sozinho ganhou um alívio na burocracia. O governo federal mudou a regra do CadÚnico e não vai mais exigir a entrevista em domicílio para validar o cadastro de quem forma uma família de uma só pessoa.

A mudança destrava benefícios como o Bolsa Família e o BPC para esse público.

O que muda para quem mora sozinho?

Até agora, a chamada família unipessoal (formada por uma única pessoa) muitas vezes precisava receber um agente em casa para confirmar os dados.

Sem essa visita, o cadastro podia travar. Isso não acontece mais.

Agora, a falta da entrevista presencial não pode barrar a inscrição, a atualização dos dados nem a continuidade dos repasses para quem mora sozinho.

Afinal, o que é uma “família unipessoal”?

O termo parece complicado, mas é simples. Família unipessoal é aquela composta por apenas uma pessoa. Ou seja, quem mora sozinho e se sustenta sozinho entra nessa categoria dentro do CadÚnico.

Quais benefícios são destravados pela nova regra

A medida afeta diretamente o acesso da população que vive só aos principais programas sociais. Entre eles:

  • Bolsa Família: o programa de transferência de renda do governo federal.
  • BPC (Benefício de Prestação Continuada): salário mínimo pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

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Atenção: dispensa não vale para todo mundo

Aqui mora um ponto que muita gente pode entender errado. A regra tem exceções importantes, e a visita continua obrigatória em duas situações:

  • Entrada no Bolsa Família: quem está se inscrevendo pela primeira vez no programa ainda precisa passar pela entrevista.
  • Cadastro sob suspeita: famílias em averiguação cadastral, ou seja, com indícios de irregularidade nos dados, seguem sujeitas à visita.

Essa mudança é para sempre?

Não. É importante saber que a medida tem prazo de validade definido pelo governo.

A dispensa da visita vale até julho de 2027. Depois desse período, a entrevista domiciliar volta a ser exigida, salvo novas exceções que o Ministério venha a definir.

Vale lembrar por que esse cadastro é tão decisivo para o seu bolso: criado em 2001, o CadÚnico é a porta de entrada para praticamente todo benefício social do país, e não para por aí.

Ele também costuma ser exigido para programas estaduais e municipais e até para liberar ajuda emergencial a vítimas de desastres, como enchentes.

Por isso, mesmo com a folga na visita, mantenha seus dados sempre corretos e atualizados. Em caso de dúvida, procure o CRAS mais próximo ou consulte o portal oficial no gov.br.

Fonte: fdr.com.br